
Por: Flávio Alexandre Cavalcante
Durante a entrevista do técnico Ricardo Gomes no Bem amigos de 14 de
setembro de 2009, pude perceber que sua real mudança ao assumir o São Paulo
não foi técnica, mas atitudinal. Ele trouxe para o enfoque a mudança que se
faz tão necessária a um time junto há 3 anos, com uma relação desgastada e
que conquistou tudo que podia. Vejamos o exemplo:
3:45 acordar, 10 minutos para tomar café; banho não pode passar de 5
minutos, agenda, backup, relatório, câmeras e celulares para controlar o
tempo. Vivemos a busca por controlar tudo. A busca por uma sensação de
segurança que só existe em nossas mentes. Por isso usamos a estatística, por
meio de dados, para convencer que a chance do sinistro é improvável, mas há.
Esse medo é nossa jaula, o medo do tudo e o medo do nada. Não saímos por
medo de assalto, não comemos por medo de engordar, não trocamos de parceiros
por medo, seja o de errar ou de acertar e percebermos que demoramos muito.
Somos cativos de nossos medos.
Criamos controles para evitar perdemos a linha e assim tornamos mais mansa a
besta interior. Este ser criativo, impulsivo, visceral e surpreendente fica
adormecido, atrofiado pelas regras sociais que nos oprimem em prol de uma
‘boa vivência’. Fica ‘repetitiva nossa criatividade’ visto que não
aprendemos a canalizar o potencial de nossas explosões criativas que tanto
nos poderiam ser úteis.
Vejo cursos ensinando criatividade, disciplinas propondo empreendedorismo e
provas cobrando visão crítica, mas como se limitássemos a um não confrontar
sob justificativa do ’ser político’.
Percebi durante anos de consultoria que por mais científicos que sejam os
métodos, mais ferramentas gerenciais sejam criadas, dados sejam utilizados
para embasar as decisões, todas passam em algum momento pelo ‘feeling’ do
gestor, seja na construção de um cenário ou na avaliação de um desempenho.
Ora somos uma ciência social aplicada e as subjetividades fazem parte do
processo, mesmo alguns achando que se trata dos frios números da engenharia.
Assim questiono: quantas disciplinas nos cursos de gestão estão
desenvolvendo o potencial criativo dos alunos, o equilíbrio emocional ou
mesmo os aspectos do comportamento? Temos que criar ferramentas para tornar
a gestão mais humana, sob pena de sermos substituídos por máquinas.
Lembremos que canalizar esse potencial torna-o vantagem competitiva. Então
vivamos os descontroles como devaneios criativos de Ícaros de modernos e
acreditemos que nossa cera não dissolverá pelo ímpeto, mas sim suplantada
por uma nova invenção. Afinal o que nos prende ao chão não é a lei da
gravidade, mas sim os limites que você impôs para a sua mente. Então
parafraseando o brilhante coringa de Heath Ledger: “Introduce a little
anarchy. Upset the established order, and everything becomes chaos. I’m an
agent of chaos. Oh and you know the thing about chaos, it’s fair”
Por: Flávio Alexandre Cavalcante
Durante a entrevista do técnico Ricardo Gomes no Bem amigos de 14 de setembro de 2009, pude perceber que sua real mudança ao assumir o São Paulo não foi técnica, mas atitudinal. Ele trouxe para o enfoque a mudança que se faz tão necessária a um time junto há 3 anos, com uma relação desgastada e que conquistou tudo que podia. Vejamos o exemplo:
3:45 acordar, 10 minutos para tomar café; banho não pode passar de 5 minutos, agenda, backup, relatório, câmeras e celulares para controlar o tempo. Vivemos a busca por controlar tudo. A busca por uma sensação de segurança que só existe em nossas mentes. Por isso usamos a estatística, por meio de dados, para convencer que a chance do sinistro é improvável, mas há.
Esse medo é nossa jaula, o medo do tudo e o medo do nada. Não saímos por medo de assalto, não comemos por medo de engordar, não trocamos de parceiros por medo, seja o de errar ou de acertar e percebermos que demoramos muito.
Somos cativos de nossos medos.
Criamos controles para evitar perdemos a linha e assim tornamos mais mansa a besta interior. Este ser criativo, impulsivo, visceral e surpreendente fica adormecido, atrofiado pelas regras sociais que nos oprimem em prol de uma ’boa vivência’. Fica ‘repetitiva nossa criatividade’ visto que não aprendemos a canalizar o potencial de nossas explosões criativas que tanto nos poderiam ser úteis.
Vejo cursos ensinando criatividade, disciplinas propondo empreendedorismo e provas cobrando visão crítica, mas como se limitássemos a um não confrontar sob justificativa do ’ser político’.
Percebi durante anos de consultoria que por mais científicos que sejam os métodos, mais ferramentas gerenciais sejam criadas, dados sejam utilizados para embasar as decisões, todas passam em algum momento pelo ‘feeling’ do gestor, seja na construção de um cenário ou na avaliação de um desempenho.
Ora somos uma ciência social aplicada e as subjetividades fazem parte do processo, mesmo alguns achando que se trata dos frios números da engenharia.
Assim questiono: quantas disciplinas nos cursos de gestão estão desenvolvendo o potencial criativo dos alunos, o equilíbrio emocional ou mesmo os aspectos do comportamento? Temos que criar ferramentas para tornar a gestão mais humana, sob pena de sermos substituídos por máquinas.
Lembremos que canalizar esse potencial torna-o vantagem competitiva. Então vivamos os descontroles como devaneios criativos de Ícaros de modernos e acreditemos que nossa cera não dissolverá pelo ímpeto, mas sim suplantada por uma nova invenção. Afinal o que nos prende ao chão não é a lei da gravidade, mas sim os limites que você impôs para a sua mente. Então parafraseando o brilhante coringa de Heath Ledger: “Introduce a little anarchy. Upset the established order, and everything becomes chaos. I’m an agent of chaos. Oh and you know the thing about chaos, it’s fair”
Categoria: Flavio Elir Cavalcante por Juliano Nogueira